segunda-feira, 19 de abril de 2010

:

Imagine um verso que não fosse verso
que não roubasse a ideia de outro poeta
que não começasse de um jeito previsível
quem sabe nem começasse, nem fosse

Imagine um poema sem estrofes, nem métrica
Uma palavra só e talvez quem sabe assim
trouxéssemos uma nova leitura, uma releitura
para um novo ponto, mais um

Imagine o John imaginando um novo mundo
e sonhando demais, ou não
sabe-se lá, né?

Vamos nos reencontrar
reescrever, e quem sabe tirar do papel amassado, do lixo
as novas possibilidades de escrita
os novos encontros consonantais


As novas fases da lua...
As nossas fases de lua...
As nossas frases pra lua:






Cláudio Mattos

PS: - Escrito à noite, sem sono e com o céu.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Que tempo?

A hora. Corra. Agora, vá.
Depois não tem mais hora. Que hora? Agora.
O tempo já voa, faz tempo que ele magoa
quem mora por fora, pra dentro, faz tempo.

Cadê? Relógio, ponteiro e corre
Infância o tempo que morre
na pressa tudo vai embora, na hora
que tem de ir embora

e é rápido, não espera, pois pressa se tem
se vive vivendo na pressa
e agora não há hora pra niguém

mas ora...ora.

e você cadê?
Já foste? Já foste embora?
Quando então? Será que sabemos quando e como o tempo passa
parece que voa, some e derrepende a vida tá escassa
a infância já é outra, de outrem, da boca

No povo, nagente é que vive o tempo
No momento, no momento de agora.
só assim, só agora...

A hora...a hora..a hora. Chegou
Chegou o momento de agora
e agora?


Cláudio Mattos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sol e só

olhe e veja a vida correndo lá fora
a foto registra o momento de agora
o momento se vive e vai logo embora

cadeiras arrastadas na casa de vó
som de viola, de voz e memória
que brincam de tudo e criam canções
canções do momento, alegram e se vão

momentos, momentos...Só neles vivemos
cantamos, sorrimos nas claves de sol
nos sóis de novembro, outubro ou janeiro
vivemos juntinhos sorrindo o agora

esperando que os três pontos não se acabem...


Cláudio Mattos

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Desenvolver

Encontros e lembranças...
tantas pessoas interessantes
cruzaram e voltam a cruzar seus caminhos
a cruzar a minha vida de novo..

Nostálgico, louco e feliz
me sinto num espaço paralelo
num canto escondido e que tanto conheço
um canto do meu coração
da minha alma

do meu passado que volta
e voltou
e fica assim nos meus sentimentos
como ondas...

Me sinto feliz de voltar pra essa parte da minha casa
de caminhar por espaços já trilhados.
por sentir tudo que já concluimos

Sigamos
mas sempre pudendo
achar em nós um momento pra rever tudo isso
rever toda essa vida que existiu
e rir
e sorrir
muito...

Viver apenas




Cláudio

domingo, 13 de dezembro de 2009

Não sei sobre Domingos...

Não sei
quando escrevo assim, em domingos...
dias esses que se deslocam da realidade e se posicionam num imaginário louco...
longo e demorado...

não sei o que fazer quando escrevo nesses dias
parece outro tipo de respirar
outro jeito de beber água
de ouvir meus amigos dizerem suas verdades

outro jeito de fazer poesia
faço poesia hj
em domingo
como domingos... que migram...se ligam...desligam
dez vezes...dez

Agora que o tempo vai e se encaminha proutro lado
o lado de um outro ciclo
que teoricamente já iniciou.
mas a realidade das regras é diferente do sentimento
o sentimento ninguém controla

como agora
eu...
escrevo, e passo a escrever
sem saber o dia de amanhã
porque aos domingos...
Ah! aos domingos tudo é diferente
tudo tem outra cor
outra explicação
que não se explica
se sente...

sábado, 5 de dezembro de 2009

A inesperada....

a vida vai
o tempo vai
a gente vai
e fica algo submerso, solto e voando

algo de nós nos outros
clareia as ideias
limpas as janelas do inconsciente
e limpa tudo mais

toda poesia faz esse trabalho efeito
magia
faz tudo antes do minutos anterior
antescendente
previo
antes de tudo
a poesia acalma nossos corações
sem mais explicações

palavras levianas
soltas
sem profissão
mas que desejam traduzir algo

que traduzam da melhor forma
que se dediquem a seu oficio solto

que vivam o segundo da leitura
e se percam depois

e quem sabe dêem o significado a nós
daquilo que não antes conheciamos

e fomos indo
e cheguemos la

que a benção seja conosco nesse momento
e que se faça verdade
aquilo que ainda não sabemos

do inesperado

Cláudio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Palavras ...

O jogo que existe entre nossas ações,
palavras corridas, que voam
perpassam por nós, desatam a nós
nos quebram inteiros

Tão frágil que somos
qualquer som que nos chegue
caímos sem dó

Palavra é ferro
é fogo que mata
invade e consome
provoca o sentido, o som, o caos...

cria emoções
vai lá nas entranhas das minhas cavernas
tão secas, vazias
explica meu todo resto

Cláudio Mattos

Escrito em 15/08/2009 ás 09:57 da manhã um sábado feliz de agosto.